
Os meus olhos pousam nos teus
espantados de tanto amar
como as gaivotas pousam no poema
cansadas de tanto mar.
Neste Inverno cansado de sol
o tempo de chegares é um tempo inteiro
tempo de perfumes de maçã
cabelos de flores
cântico perene de renovação.
Entras com a mesma suavidade com que falas
sorriso leve de pétalas
larga limpidez no olhar
e despes tranquila o agasalho.
Com os medos enterrados te acolho
os meus e os teus
e no espaço dos meus braços
inteira te entregas
florindo as margens do rio
onde descanso os meus cansaços.
efeneto*
Nenhum comentário:
Postar um comentário