
Escuta amor...
Escuta...
Lá fora o vento relincha
Como potro livre na planície
Galopando enlouquecido
Cheirando a fêmea que lhe chega
Pelo ar...pelo cio...
E ele sua espumas salgadas
Ouça amor...
Ouça...
Raios que retalham o céu...
Lacrimais que formam rios...
Águas cristalinas
Que deitadas, por fim,
Dão de beber ao solo sedento
E me chamam para vê-las
Amor...
Há potro e raios dentro de mim
Que trota e troam alucinados...
Quero galopar seu corpo...
Incendiar-me bebendo do Sol
Que arde entre suas pernas
E com gemido suado, rouco e louco,
Gozar, inundando-o com estrelas.
Antonio Miranda Fernandes
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