quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Eu, a lua e o vento!



Ontem à noite enquanto eu caminhava sobre a verde grama a lua sorriu lá no alto, então percebi que ela se aproximou e quis caminhar ao meu lado. Não pude me conter, logo quis abraçá-la firmemente para que revelasse ao meu coração o segredo de todos os apaixonados que diante dela se sentiram mais esperançosos no amor.
Parecia que ela me conhecia intimamente, pois todo pensamento que eu tinha, mesmo sem falar nada ela respondia, respondia as dúvidas, certezas e medos do meu coração.
Não se passou muito tempo e o vento sentiu-se necessário em estar na nossa presença, aproximou-se primeiramente como uma brisa leve, a medida que nós três caminhávamos e nos integrávamos, parecíamos um só, pois eu queria brilhar como a lua e voar como o vento, mas não um brilho para auto engrandecimento e nem voar para fugir, queria brilhar no coração de alguém e voar sempre em sua direção.
Já está estava quase amanhecendo, a lua necessitava partir e o vento cessar.
Lembro-me que não conseguir dizer, pensar ou fazer algo, a lágrima foi involuntária, a lua se fez pela última vez naquele momento comigo brilhar a minha lágrima no momento que ela se desprendeu de meu rosto com a força do vento que a levou embora.
Talvez a lua e o vento entendessem minha dor, por isso fizeram brilhar para me lembrar que ainda existe luz em meio à dor e a levaram para mostrar que tudo passa.

por RD! pensamentoexistencial.zip.net/arch2007-03-11_...

2 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Amei a oportunidade de ler, não só este texto, mas o outro que também postou hoje. Fico encantada com a tua sensibilidade, com as tuas escolhas.Deve ser por isso também, que te amo demais.
beijos

RoDrigo Lopes disse...

também gostei desse meu texto...rs