
Hoje decidi quebrar a bruma
Que habita entre o sol e a tua alma
Procuro as pétalas perdidas
De uma paixão em fria chama
Que a dor emudeceu
Afogada em mar de pranto
Nada detém a maré da paixão
Não há fios que prendam o desencanto
Hoje decidi aprisionar o teu querer
De amor regado com agua pura
No céu há uma estrela que é tua
Na terra há um beijo à tua procura
Que se perde nas espigas de lua
Da tua cabeça em formosura
Taça de ouro cintilante
Transbordante de real ternura
Hoje decidi recolher os sussurros da noite
Juntar em alquimia uma lágrima de alegria
Que meu coração recolheu dos teus olhos
E transformou em doce poesia
Nasci mil vezes, para morrer em amor
A contradição é o espelho da loucura
A palavra o começo do silêncio
Que em minha alma perdura
Hoje és verde amargo das uvas de Maio
Fogo que arde sem rubra chama
Que sopro de sentido amor
A terra consome e proclama
Mas hoje é hoje
O começo de um novo amanhã
Recolho na saudade a certeza
Que não és uma mera…palavra vã...
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