quinta-feira, 26 de março de 2009

QUEM SOU?


Não sou só o que sinto
Nem o que faço ativo
Além de minhas verdades
Sou o que também minto.
Verdade é o que vivo.
Para onde vou?
Vou para um lugar encantado
Sem sofrimentos sem baixarias
Vou para onde nem sei onde fica
Espero que seja a utopia
Tipo do lugar que não terei consciência
Daquilo que me fira, me pica.
De onde vim?
Vim daquele território que não tem nome
Nem codinome nem definição
Vim do éter, do nada, do indefinível
Sou assim, por isso, o sem nome,
Qualquer nome possível, anátema ou admirável,
O impossível e o viável
Se houvera na origem um deus No momento há eu.
Olhem meu corpo
Olhem meu corpo e pensem:
Quantos espaços alcançam meus braços?
Quantos metros andam minhas pernas?
Talvez aí estejam meus limites
Talvez aí estejam minhas finitudes
Bem se falam de altitudes e latitudes
Estes chegares da ciência e do avanço,
Eu estou no lugar que posso,
Eu estou no lugar que alcanço.

ULISSES TAVARES

20 comentários:

Secreta disse...

Um poema que nos faz reflectir sobre a nossa forma de estar na vida.

(Carlos Soares) disse...

SER. Essa talvez seja a palavra chave desse poema reflectivo.Saber ser, saber querer. Nos limites do corpo, mas não da mente. A mente não tem limites. Só é preciso e precioso saber SER.

(Carlos Soares) disse...

Bom final de semana

CarlaSofia disse...

passei por aqui só para desejar um bom fim de semana
bj

Tatiana disse...

Lindíssimo post.

Tenha um final de semana muito especial!

Um abraço carinhoso

Daniel Cristal disse...

Uma saudação muito terna para o editor e colaboradores deste excelente Blogue.
Aqui deixo mais uma canção acerca da Primavera que estamos a iniciar neste hemisfério Norte. Ei-la:
VARIAÇÕES PRIMAVERIS
Daniel Cristal

É a vinda do amigo
ou a ânsia do Amor?
É dizer o que não digo
ou o fim de toda a dor?

Ela vem bem devagar
traz a esperança consigo
É uma criança a cantar
no rumo que eu persigo

Não traz consigo maldade
traz o pão feito de trigo
extirpa a iniquidade
procura a mão dum amigo

Deixai-a entrar em casa
abri janelas e portas e janelas
traz o chilreio na taça
ornada de aves belas

É a vinda do amigo
ou a ânsia do Amor?
É dizer o que não digo
ou o fim de toda a dor?

Não é a vinda do amigo
nem o dito que já disse,
é o rumo que eu sigo
rota de toda a meiguice

É árvore verde com som
veleiro no mar sereno
dança ao som do acordeom
baloiça no vento ameno

Muito alegre o rouxinol
saúda a manhã raiada
saúda também o Sol
e o riso da criançada

Início da Primavera
talvez início de Amor,
a ânsia do ai quem me dera
ser filha da linda flor

É a vinda do amigo
e o dito que já disse,
é o rumo que eu sigo
rota de toda a meiguice

É uma canção bem-vinda
na mansão da esperança
Primavera que nos brinda
o tempo da temperança.

2009.Portugal

Bom fim de semana a todos com muita Poesia,
DC

Marta Vasil disse...

"Não sou só o que sinto
Nem o que faço ativo
Além de minhas verdades
Sou o que também minto.
Verdade é o que vivo.

Só este começo vale pela escolha feita.

Beijinho e bom fim de semana

MV

O mar me encanta completamente... disse...

Reflexivo e intenso.
Aproveito para desejar um fim de semana memorável.
Beijinho.

ausenda disse...

Poema fortíssimo, de entrega da alma!Gostei imenso!

Um beijo aos dois

Solange Maia disse...

Tenho certeza que seus limites vão além do que alcançam suas pernas...

Belíssimo !

Parabéns !

Beijo,

Solange Maia

http://eucaliptosnajanela.blogspot.com

Compondo o olhar ... disse...

querido amigo, te indiquei um selo, dá uma passadinha lá no meu blog para pegá-lo.

bjocas

neide disse...

Eduardo, muito bom meu amigo.
Saber quantos metros andam minhas pernas... Não sei, só sei que pra elas, não tem limites.

Maravilhoso final de semana.

Bjss

lucia disse...

PARABENS AMIGO!

Suas mensagens me fazem refletir sobre a inteligência suprema, a origem do mundo e sua finalidade, a beleza da natureza, pensando sempre que o mundo vem se revelando ao homem que tem capacidade intuítiva, e sabe apreciar o que existe de belo na grandiocidade do nosso universo que transcende nossos corações através dos nossos sentimentos. Parabens... Muito profundo e lindo seu blog.
Bom final de semana amigo(a).

Rach disse...

Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos,
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!

Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
ó lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te escuto!

Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anémona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo...
Apress-ate, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te digo...

(Cecília Meireles)

um bom fim-de-semana!!
abraço*

Maria Valadas disse...

Querido Eduardo,

Parabéns pela boa escolha do poema que escolheu para publicar.

Genial!

Mais uma vez repito... POETA, não é só aquele que escreve o que sente, mas sim... quem sente o que o poeta escreve.

Bom fim de semana, Eduardo,

Bjs.

Compondo o olhar ... disse...

olá, aqui estou de novo para avisar da hora do planeta, hj as 20:30 apague as luzes por uma hora da sua casa, onde vc estiver... participe!!! o planeta agradece.

bjocas

Rosa Carvalho disse...

Aqui estou navegando neste adorável blog!!!!
Adorei o poema!!!! Muito lindo mesmo de uma pureza de escrita inenarrável.
Bom final de semana para vcs!!!!
bjos Rosa

Multiolhares disse...

Somos seres , que não sabemos qual o nosso alcance ,
até onde podemos ir, vamos descobrindo no dia a dia
Bj

Sereia Azul* disse...

... e nas reticências da tua alma... deixo-te 3 selinhos do meu coração. Estão logo no início do meu Mar...

Uma brisa e um sorriso*

Cris disse...

Olá, poeta ,

Importante demais é estar no lugar que se pode alcançar.

beijo e bom domingo.