quarta-feira, 28 de abril de 2010

¨NAVEGAR SEM RUMO¨



Rótulo nenhum nomina ao que sinto agora
Entre as brumas do alto mar é meu lugar...
E para não soçobrar sigo lançando fora
Todos os pesos que trago nos cantos da alma

Deito fora os rosários de memórias desfiadas
Meu peito inda geme na mornidão dessa utopia
Caixas, vários tamanhos, todas cheias de nada
Memórias descoloridas, enferrujada alegria

Navegando em alto mar, sem roteiros ou manual
Só o horizonte importa e o imenso azul turquesa
Sou imagens que descubro, nessa exótica beleza

Revelo a nudez da alma, sempre o mesmo ritual
A sinfonia dos pássaros leva o sentimento torto
As velas arrastadas pelos ventos ao meu porto

Glória Salles

8 comentários:

Sonhadora disse...

Meu querido Eduardo
maravilhoso poema, adoro a poesia da Glória.
deixo um beijinho.

Sonhadora

M@ria disse...

Bom dia!

"a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais...."

Clarice Lispector

Beijos meus.......M@ria

mARa disse...

Olá Eduardo, bom dia!

Sempre Navegar, Navegamos dos os dias nesse Oceano da Vida,assim vamos...
Linda escolha!


Abço!


Namastê!

Daniel Costa disse...

Eduardo

Belo poema, pensamnento profundo, como o de Glória Salles. Passar por aqui é garantia certa de bom pensamento poético.
Abraço
Daniel

Rosa Carioca disse...

Adoro poesia e é sempre certo encontrá-la por aqui. Quanto às fotos, Belíssimas!

tossan disse...

A primeira foto é fantástica! Belo poema! Abração

Danielle Macena disse...

Gostei muito do teu blog...
Estou te seguindo...
Da uma passadinha lá no meu depois...
bjus

SKIZO disse...

In your honour and in the honour of wall the Writwrs and Poets, I published an ilustration.