segunda-feira, 25 de julho de 2011

FEITO NADA!

As trovas que saem de meu peito,
Às vezes saem caladas,
Feito porteiras fechadas,
Feito o vento que passa,
Feito parte da fumaça...

São fagulhas de minha alma,
Às vezes estrelas no céu,
Feito pétalas ao léu,
Feito grama de pastagem,
Feito essa aragem...

São as sombras de meu deserto,
Às vezes carinho e amor,
Feito rasgo sem pudor,
Feito paixão sertaneja,
Feito viola e cerveja...

São pedaços de um mosaico,
Às vezes riacho manso,
Feito sombra e descanso,
Feito o cego e a guia,
Feito verso e poesia.



Santaroza

4 comentários:

LOURO disse...

Olá Eduardo!
Linda postagem...Com belas fotos e um poema sublime...Parabéns!!!

Abraço,
Lourenço

Luís Coelho disse...

As trovas que saem do peito...
E outras que ainda la moram
Tantas que vão renascendo
São frutos verdes crescendo
Do amor que estamos vivendo.

Sotnas disse...

Olá Eduardo, que tudo permaneça bem contigo!

Muito bom estar por aqui, neste belo espaço teu, de belas imagens e belos versos postados feito este, parabéns pela escolha e pelas imagens postadas.
A natureza e alguns dos seres que nela vivem em toda sua esplendorosa beleza!
Agradecido pelas visitas e comentários, eu desejo a você e todos ao redor intensa felicidade, abraços e até mais!

Solange Maia disse...

Eduardo...

o que sai do peito é poesia pura... é beleza, encantamento, delicadeza...

as fotografias estão impressionantes... uau !!!

estava com saudades.

beijo grande