terça-feira, 13 de janeiro de 2009

"Fronteira"


Há o silêncio das estradas
e o silêncio das estrelas
e um canto de ave, tão branco,
tão branco, que se diria
também ser puro silêncio.
Não vem mensagem do vento,
nem ressonâncias longínquas
de passos passando em vão.
Há um porto de águas paradas
e um barco tão solitário,
que se esqueceu de existir.
Há uma lembrança do mundo
mas tão distante e suspensa...

Há uma saudade da vida
porém tão perdida e vaga,
e há a espera, a infinita espera,
a espera quase presença
da mão de puro mistério
que tomará minha mão
e me levará sonhando
para além deste silêncio,
para além desta aflição.


Tasso da Silveira

6 comentários:

Nanda Assis disse...

vc fala de um jeito tão gostoso, da vontade de sair viajando o mundo... hehe. é essa a sensação que tenho qndo te leio. vontade de ser livre pra voar.

bjosss...

Quase Trinta disse...

Adorei seu blog, pelos lindos poemas e ela música que adoro de Djavan q adoro.
Hoje fico com esse verso "há uma saudade da vida porém tão perdida e vaga...."

Eu sou nostalgia pura, tenho saudade até do que não vivi

Peregrina disse...

muito bonito *

Codinome Beija-Flor disse...

Hoje pensei em escrever sobre o silêncio, acho que ainda vou escrever.
Porque pra mim às vezes o silêncio nos diz muito mais.
Linda escolha do poema.
Abraço

Deusa Odoyá disse...

Olá meu novo amigo.
Passei para conhecer seu blog.
Adorei...
O Silêncio nos revela tudo.
Uma semana abençoada por deus.
Muita paz e luz.
Espero sua visita ao meu cantinho.
Voltarei mais vezes.
Sua amiga.
Regina Coeli.

Mary Maura disse...

Olá ,
Obrigado pelo carinho, hj estive navegando mais um pouco nas páginas do teu blog e cada dia o acho mais lindo..
Parabéns!!!
Beijos...