quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A música do amor


Que importa este corpo
de onde se ausentou a primavera
se o amor, como melodia de cítaras
atravessa os silêncios da noite,
desfaz o frio, abre os mares
levando consigo as notas do lamento,
o canto antigo do meu querer?

Que importa se não estás nunca
e só me deixou as sombras,
escombros de carinhos
que insisto em refazer?

O meu amor continua fluindo em ascenso
soando em plangências desarvoradas
a confundir as madrugadas.

Que importa a dor
pela morte da flor que plantaste
para depois matar de sede e fome?

Há uma sinfonia
(alarido de lembranças)
de palavras que sussurro
no solitário torpor das noites
e cobrem as nuvens.

Choverá em algum lugar...
Quem sabe, assim, ouvirás meu canto?
Saramar
http://abrindojanelas.blogspot.com

3 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Porque sempre foste a primavera em minha vida
Volta pra mim
Desponta novamente no meu canto
Eu te amo tanto mais, te quero tanto mais
Há tanto tempo faz
Partiste
Como a primavera que também te viu partir
Sem um adeus sequer
E nada existe mais em minha vida
Como um carinho teu, como um silêncio teu
Lembro um sorriso teu tão triste
Ah, Lua sem compaixão, sempre a vagar no céu
Onde se esconde a minha bem-amada
Onde a minha namorada
Vai e diz a ela as minhas penas e que eu peço
Peço apenas
Que ela lembra as nossas horas de poesia
Das noites de paixão
E diz-lhe da saudade em que me viste
Que estou sozinho e só existe
Meu canto triste
Na solidão...
(Edu Lobo)

Linda escolha...um poema triste mas pleno de amor.
Te amo
beijo

Anônimo disse...

Lindo tudo aqui!
Parabéns!

Xana disse...

Muito bonita essa escolha, como sempre!!!

Boa semana, abraços