domingo, 13 de setembro de 2009

LUAR DE PRATA



É o luar que me inventa
nesta varanda de prata.
Faz bem pouco, havia apenas
silêncio, e uma alma escassa.

É do luar este conto
solto na espuma do ar,
e que me conta, me sonha
contra ruínas.É o luar

em seu tear me tecendo,
soprando-me uma alma vasta
e as velas desta varanda
em águas iluminadas

por sua lira que respira
este conto - enquanto tarda,
na sombra, a princesa fria
que há de vir me beijar.

Rui Espinheira Filho

4 comentários:

direitinho disse...

Hoje e agora aqui não há luar mas consigo vê-lo nessas fotografias e neste poema tão cheio de sensibilidade.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Dom Eduardo

Sou mais prosa! Mas também gosto de versos. De alguns... Dos bons.

De boas fotos é que sim. E estas são desse clube. Muitos parabéns, enviados daqui de Lisboa.

Uma sugestão: visita o meu blogue. Dizem que não está de todo mal. E, como continuo a ser jornalista (reformado ou aposentado) e dizem que escritor, acho que no que toca à nossa língua (que é a mesma, a única, a portuguesa) não dou muitos pontapés nela...

Se lá fores - e gostares: diz; se não gostares: diz também. Pelo menos, nele podes ver quem sou eu...

Abs

RETIRO do ÉDEN disse...

O luar é de prata... mas as palavras são de ouro.

Tenha uma excelente semana.
Abraço
Mer

Passaro Azul disse...

Voei até aqui, trazida pelo seu comentário de esperança no "Mar de Sonhos".
Estou maravilhada com tanta beleza quer nas palavras sensiveis como nas imagens que embelezam ainda mais este seu espaço.
Parabéns!
Deixo um abraço com Amizade e uma enorme felicitação.