segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"ESTUDO"

Clique nas fotos para ver no tamanho real


Subitamente descobrimos o acaso
na nuvem que passa pelo pássaro
ou no pássaro que soturnamente percorre a nuvem.

De repente aprendemos a flor das coisas
e os seus movimentos na paisagem.
De repente trocamos a imagem pela paisagem
a palmatória pela parábola.

De repente descobrimos que os espelhos nos evitam
que o amanhã pertence aos outros
que da janela somos observados
por super-homens de celulóide.
De repente é o metal do amor que silencia
no coração onde tudo é paisagem.

Subitamente compreendemos
que as palavras envelhecem com os homens
que o amor também envelhece
quando as palavras envelhecem.


Francisco Carvalho

17 comentários:

Eliana disse...

BOA NOITE, Eduardo

"Subitamente compreendemos
que as palavras envelhecem com os homens
que o amor também envelhece
quando as palavras envelhecem."

O Verdadeiro Amor nunca envelhece, pois é um Espírito Eterno, Ele simplesmente É.

Uma noite abençoada e um lindo amanhecer para todos vocês,
Fiquem com Deus,

Almirante Águia disse...

Blog Action Day 2009 - Mudanças Climáticas

Convite

Visite meu blog e obtenha informações sobre o Blog Action Day 2009, venha participar desta ação global.

Faça uma publicação em seu próprio blog, sobre as Mudanças Climáticas, no dia 15/10/2009.

Conto com você nesta interação pela sustentação climática mundial.

Felicidades
Altair Ramos

direitinho disse...

Subitamente compreendemos...........
Na corrida dos dias e dos anos parece que não nos apercebemos que tudo muda à nossa volta e que tudo envelhece e fica gasto, cansado....
Um poema com muita actualidade

Daniel Costa disse...

Eduardo

O post, fotograficamente é maravilhoso, enquanto o poema de Francisco Cabral, também o é. Condizente com as ilustrações também.
Vi as fotos ampliadas, o deslumbramento aconteceu.
Obrigado por tudo, abraço,
Daniel

a magia da noite disse...

o pássaro será sempre as asas da nuvem e a sabedoria uma arte que se cultiva com a idade.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Dom Eduardo de Poisl

Ontem, 5, comemorámos a implantação da República cá por estes lados. O que aconteceu em 1910, pelo que fará cem aninhos no ano que vem.

Data - para além de histórica - que me diz muita coisa. Para começar, foi nesse dia se 1959, tinha eu 18 risonha primaveras, que a PIDE* me deteve pela primeira vez. E seriam mais duas - e duas costelas partidas por umsd quantas carícias. Era o tempo salazarento. Vidas

Dois Pontos:

Mais um excelente post;

Obrigado pela tua visita; volta mais.

Abs
__________
* Polícia Internacional e Defesa do Estado, a polícia política da Velha Senhora

Everson Russo disse...

Eu penso que o verdadeiro amor jamais envelhece, ele ganha sabedoria, paciencia com o tempo, serenidade, aprende a olhar a vida com a calma dos sabios, afinal ele é amor, e o amor sempre será eterno, mesmo se o contar dos dias acabem....forte abraço amigo, belo e muito sereno seu poema...uma otima terça pra ti.

Rosemari disse...

Que poema maravilhoso, Eduardo!
parabéns ao FRancisco CArvalho.

AFRICA EM POESIA disse...

Eduardo

Lindo poema Fotos lindas...

Viver melhor ou viver mais... um grande dilema da nossa sociedade.
interrogo-me o que será melhor??


Um beijo e obrigada pela visita

Graça Pereira disse...

O meu coração, morre jovem e por isso, o amor nunca envelhece. É sempre novo como as paisagens maravilhosas que não cansam, nem envelhecem....esta, que todos os dias colocas aqui, para a gulodice dos nossos olhos. Uma semana linda! Graça

Carmem L Vilanova disse...

Oi Eduardo...
Que lindo poema, que lindas fotos!
E' sempre uma alegria vir aqui e disfrutar de tanta beleza de tantas palavras que nos enchem de esperança, de idéias e ideais...
Beijos, flores e eternos sorrisos!

FOTOS-SUSY disse...

OLA EDUARDO, MARAVILHOSAS FOTOS COM UM BELISSIMO POEMA...VOTOS DE UMA OPTIMA SEMANA!!!
BEIJOS DE AMIZADE,


SUSY

Cadinho RoCo disse...

Envelhecer é ação implacável a perpassar por todo nosso viver.
Cadinho RoCo

MPereira disse...

O tempo que vai passando e amaralecendo as páginas da vida


Abraço

poetaeusou . . . disse...

*
De quem são estas gaivotas
do Alexandre O’Neill ! ?
“Se uma gaivota viesse
trazer - me o Céu de Lisboa”
a Gaivota da “ Utopia do 25 ”
da Ermelinda Duarte ?
“Uma Gaivota, voava, voava,
como ela somos livres”
mas a liberdade não existe,
tudo é condicionado . . .
será a gaivota do infinito de Albert Einstein ?
Onde ele poria o seu Pensamento ?
“ Há duas verdades cientificas
a Estupidez Humana e o Infinito,
embora quanto ao Infinito,
tenha as minhas duvidas”
não, não são, são as gaivotas
de Eduardo Poisl,
pililipando beleza
numa Página para Dois.
,
Um abraço, deixo,
,
*

Andresa disse...

Vamos manter a plavra sempre viva, para que o amor nunca morra.

bjs
ANdresa

HSLO disse...

Fotos lindas amigo...abraços

Hugo