segunda-feira, 31 de maio de 2010

PASSEMOS, TU E EU, DEVAGARINHO


Sem ruído, sem quase movimento,
Tão mansos que a poeira do caminho
A pisemos sem dor e sem tormento.

Que os nossos corações, num torvelinho
De folhas arrastadas pelo vento,
Saibam beber o precioso vinho,
A rara embriaguez deste momento.

E se a tarde vier, deixá-la vir...
E se a noite quiser, pode cobrir
Triunfalmente o céu de nuvens calmas...

De costas para o Sol, então veremos
Fundir-se as duas sombras que tivemos
Numa só sombra, como as nossas almas.

Reinaldo Ferreira
 

7 comentários:

Mila disse...

Amei o soneto, belas imagens...
Bjs
Mila

RETIRO do ÉDEN disse...

Pura magia esta...quer de fotos quer de palavras subtis...num amor a dois de mansinho, leve, mas profundamente belo e intenso.
Abraço
Mer

Dora Regina disse...

Tudo em tão perfeita harmonia, desde as imagens à poesia.
Lindo poema, valeu a pena ter vindo aqui.
Abraços, boa semana!

in natura disse...

Como é bonito este poema Eduardo e a foto do barco mais ainda. Beijuss

Luis disse...

Meu Bom Amigo Eduardo,
Lindo Poema e belíssimas imagens!
O seu Mar é mesmo muito lindo.
Um forte e amigo abraço.

Daniel Costa disse...

Eduado

Bonito pema, mesmo, beleza que a tua alma de fotógrafo, acentua.

Daniel

Ana Martins disse...

Maravilhoso Soneto Eduardo, grata pela partilha!

Beijinhos,
Ana Martins