quinta-feira, 7 de maio de 2009

Os filhos da nossa alma


Sei que um dia vou morrer.
Quando tal acontecer,
Deixo-te as rosas e o vento,
Deixo-te a chuva e o sol,
O cantar do rouxinol,
Minha alma
E meu pensamento.
Deixo-te a nuvem que passa
E que o vento faz correr,
Deixo-te o encanto e a graça
De uma papoula a crescer,
Deixo-te as ondas do mar
Que se desmancham na areia,
Deixo-te o tênue luar
Em noites de lua cheia,
Deixo-te a flor e a beleza
Dos poemas que escrevi
E deixo-te a natureza...
Quando o teu tempo findar
E tu te fores daqui,
Nalgum lugar hei de estar
Só esperando por ti.
E ao partires, deixaremos
Plantados, como uma palma,
Os poemas que escrevemos.
Os filhos da nossa alma.

José M. Raposo
Imagem. Eduardo Poisl
Itabema SC

8 comentários:

(Carlos Soares) disse...

Uma despedida poética. Triste como toda despedida, mas lindamente poética. O autor está deixando no poema, boas heranças, prinpipalmente a sua poesia. Bom final de semana

Isa disse...

E,de novo no final da semana...
Será triste,sim,porém muito belo.
Beijo
isa.

Rosemari disse...

Um dos maiores legados que se pode deixar.

Reggi* disse...

Oiiiiiii ! =D
quee linda a imagemmm.. !! *--*
adorei
bom final de semana..
beijao.. ;*

Sandra disse...

Muito legal o texto.
Vc. é: 10.

Ei veja o texto que fiz no meu blog.
Tente te encontrar lá. Mas tem que ler tudo. Eu sei que é grande, mas precisave ser.
Um abração.
Sandra

Tatiana disse...

"E ao partires, deixaremos
Plantados, como uma palma,
Os poemas que escrevemos.
Os filhos da nossa alma."

Que lindo!
Uma inspiração profunda!

um abraço carinhoso

Mariazita disse...

Que despedida tão linda!
"...morrer.
Deixo-te as rosas e o vento
...
O cantar do rouxinal..."

Beleza pura!
Adorei!

Bom fim de semana

Beijinhos
Mariazita

Luísa disse...

E quando um dia partir
Quero deixar-te também
Algumas rimas que fiz
Para mim, para ti, para ninguém!

beijinho terno!