terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O AMOR NO ÉTER

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Há dentro de mim uma paisagem
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos
mergulhados na água,
entram e vão neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.

Adelia Prado

5 comentários:

Luis disse...

Amigo Eduardo,
Poema lindo e bem acompanhado pelas lindas fotografias que tão bem sabe escolher. E se eu gosto do Mar...
Um abraço amigo.

Nanda Assis disse...

carrego comigo muitas paisagens, e claro aqui tem varias lindas em imagens ne.

bjosss...

direitinho disse...

Maneira diferente de fazer poesia.
Entre o meio dia e a duas da tarde.
Engraçado mesmo.
Será a hora da sexta....?
Um poema bonito e diferente.

Fernando Campanella disse...

Bom dia, Eduardo, este poema da Adélia Prado é um favorito. Linda expressão. Passando também para te parabenizar pelo lindo espaço aqui, poemas belos, e as fotos cada vez mais lindas. Grande abraço.

Sonhadora disse...

Eduardo
Muito belo este poema, e as fotos são maravilhosas.

beijinhos
Sonhadora